GRI Standards: Universal 2021, Sector e Topic ESG

GRI Standards: Universal 2021, Sector e Topic ESG

O Que é GRI Standards e Por Que 700+ Empresas Brasileiras Reportam

Mais de 10.000 empresas globalmente reportam GRI em 2024 — incluindo 700+ brasileiras. GRI (Global Reporting Initiative) é o framework de disclosure ESG corporativo voluntário multistakeholder mais usado no mundo. ONG holandesa fundada em 1997 em Boston como Coalition for Environmentally Responsible Economies (CERES) em parceria com UN Environment Programme (UNEP); sede atual em Amsterdam. O framework relata impactos econômicos, ambientais e sociais sobre stakeholders externos — investidor, cliente, trabalhador, comunidade, fornecedor, regulador e sociedade civil. A diferença essencial em relação a frameworks puramente financeiros está aí: GRI assume materialidade dupla, considerando o impacto da empresa sobre o mundo (inside-out) e o impacto do mundo sobre a empresa (outside-in). Reportadores BR incluem Vale, Petrobras, Suzano, Klabin, Itaú, Bradesco, Natura, Ambev, JBS, BRF, Renner, Eurofarma, Cemig, Cosan e Raízen. Adoção cresceu via pressão de agências de ESG ratings, exigências de cadeia global e harmonização regulatória CSRD UE 2025.

Histórico: De CERES 1997 a Universal Standards 2021

Em 1997, CERES e UNEP fundaram a iniciativa em Boston após o desastre Exxon Valdez (1989) que catalisou transparência corporativa. G3 surgiu em 2006. G4, lançada em 2013, introduziu materialidade. Em 2016, GRI converteu o sistema em Standards modulares — primeira separação entre Universal e Topic Standards. A maior reforma veio em outubro de 2021 com Universal Standards 2021 (GRI 1, GRI 2, GRI 3) e o início da série Sector Standards. Entre 2021 e 2024 publicaram-se quatro Sector Standards e a entidade prepara mais cinco para 2025-2027. Documentação oficial em globalreporting.org.

Estrutura em 3 Níveis: Universal, Sector e Topic Standards

Toda organização GRI navega por três camadas modulares. Universal Standards 2021 aplica-se a 100% dos reportadores e estabelece princípios, governança e materialidade. Sector Standards aplica-se conforme o setor — atualmente 11 padrões publicados ou em consulta e mais cinco em desenvolvimento. Topic Standards reúne 30+ disclosures temáticos divididos em GRI 200 (econômico), GRI 300 (ambiental) e GRI 400 (social) — a empresa seleciona apenas tópicos materiais identificados via GRI 3. Arquitetura modular reduz redundância e permite integração com ESRS, IFRS S1+S2 e materialidade dupla CSRD.

GRI Universal Standards 2021: GRI 1, GRI 2, GRI 3

Universal Standards 2021 contém três peças. GRI 1 Foundation define princípios — exatidão, equilíbrio, clareza, comparabilidade, completude, contexto, pontualidade e verificabilidade. GRI 2 General Disclosures cobre 30 disclosures sobre estrutura, governança, estratégia, política e stakeholder engagement — composição do conselho, remuneração executiva atrelada a ESG, due diligence. GRI 3 Material Topics define identificação de tópicos materiais via dupla materialidade — inside-out (impactos sobre pessoas e ambiente) somada a outside-in (riscos financeiros sobre a empresa). Dupla materialidade tornou-se obrigatória em 2021 e alinha GRI ao ESRS via memorando EFRAG-GRI 2024.

GRI Sector Standards: 11 Setores Publicados, 5 Emergentes

Sector Standards traduzem disclosures genéricos para operações específicas. Quatro publicados: GRI 11 Oil and Gas (2021), GRI 12 Coal (2022), GRI 13 Agriculture, Aquaculture and Fishing (2022) e GRI 14 Mining (2024). A consulta avança para sete adicionais — Textiles & Apparel, Construction & Real Estate, Banking, Insurance, Capital Markets, Logistics e Cement, Chemicals & Pharmaceuticals. Cada Sector Standard mapeia likely material topics, conecta-os a Topic Standards e adiciona disclosures novos — GRI 14 inclui barragens, fechamento de minas e impactos sobre povos indígenas. Empresas listadas em B3 aplicam Sector Standard a partir de 1 de janeiro do ano seguinte à publicação.

Sector Standard Ano Aplicação BR Empresa Exemplo Tópicos Prioritários
GRI 11 Oil and Gas 2021 Petrobras, Cosan, Raízen Petrobras Emissões, derramamentos, transição
GRI 12 Coal 2022 Carvão mineral RS/SC CSN Mineração Just transition, ar, água
GRI 13 Agriculture, Aquaculture and Fishing 2022 JBS, Marfrig, BRF, Cargill JBS Desmatamento, animal welfare
GRI 14 Mining 2024 Vale, CSN, Anglo American Vale Barragens, fechamento, indígenas
GRI Textiles & Apparel Em consulta Renner, Hering, Riachuelo Renner Trabalho, água, químicos
GRI Construction & Real Estate Em consulta MRV, Cyrela, Eztec Cyrela Energia, materiais, comunidades
GRI Banking Em consulta Itaú, Bradesco, Santander Itaú Portfólio scope 3, PCAF
GRI Insurance Em consulta Porto, BB Seguridade Porto Subscrição climática
GRI Capital Markets Em consulta B3, XP, BTG B3 Listagem ESG, advocacy
GRI Cement, Chemicals, Pharma Em consulta Votorantim, Braskem, EMS Braskem Emissões processo, químicos
GRI Logistics Em consulta Localiza, Rumo, JSL Rumo Combustível, scope 3 transporte

GRI Topic Standards: 30+ Tópicos GRI 200, GRI 300 e GRI 400

Topic Standards funciona como cardápio modular. GRI 200 Econômico cobre desempenho, presença de mercado, procurement, anti-corrupção, anticompetitivo e impostos. GRI 300 Ambiental abrange materiais (GRI 301), energia (GRI 302), água (GRI 303), biodiversidade (GRI 304), emissões (GRI 305), resíduos (GRI 306) e fornecedores (GRI 308). GRI 400 Social inclui emprego (GRI 401), relações trabalhistas (GRI 402), saúde e segurança (GRI 403), treinamento (GRI 404), diversidade (GRI 405), não-discriminação (GRI 406), trabalho infantil, trabalho forçado, povos indígenas, comunidades, marketing e privacidade. A empresa só reporta tópicos materiais identificados via GRI 3.

GRI 306 Resíduos: O Coração do Disclosure de Resíduos Industriais

GRI 306 (versão 2020) reformulou o reporte de resíduos. Cinco disclosures encadeados. GRI 306-1 Inputs mapeia materiais que entram nos processos e geram resíduos downstream — ciclo de vida simplificado. GRI 306-2 Management cobre governança, prevenção, parcerias com gestores certificados e circularidade. GRI 306-3 Generated reporta toneladas totais separadas em hazardous (Classe I NBR 10.004) e non-hazardous (Classes IIA e IIB) por composição. GRI 306-4 Diverted from Disposal contabiliza tonelagem desviada via reciclagem, recuperação, compostagem e reuso. GRI 306-5 Directed to Disposal reporta tonelagem incinerada, codisposta em aterro industrial ou exportada. Sourcing de destinador certificado conta para 306-4.

GRI 305 Emissões: Scope 1, 2, 3 e Poluentes Atmosféricos

GRI 305 articula sete disclosures. GRI 305-1 reporta emissões diretas (Scope 1) — combustão estacionária, móvel, fugitivas e processo. GRI 305-2 cobre indiretas de energia comprada (Scope 2) location-based e market-based. GRI 305-3 abre Scope 3 em 15 categorias do GHG Protocol — bens comprados, transporte upstream, uso do produto, fim de vida. GRI 305-4 calcula intensidade (CO2e por tonelada produzida ou receita). GRI 305-5 documenta reduções absolutas. GRI 305-6 cobre substâncias destruidoras da camada de ozônio. GRI 305-7 reporta NOx, SOx, VOC e particulados. Auditoria via ISO 14064-3 é prática-padrão.

GRI vs ESRS, IFRS S2, CDP, SBTi, EcoVadis e B Corp

Cada framework ocupa nicho distinto. GRI é multistakeholder, voluntário, 30+ tópicos amplos. ESRS (European Sustainability Reporting Standards) é regulatório obrigatório dentro da CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive UE), cobrindo empresas com receita acima de EUR 150 milhões — ver protocolo Seven ESRS G1. IFRS S2 (International Financial Reporting Standards Sustainability) do ISSB (International Sustainability Standards Board) foca investidor e foi adotado pela CVM 193/2023. CDP (Carbon Disclosure Project) é rating. SBTi (Science Based Targets initiative) valida metas. EcoVadis é rating B2B. B Corp é certificação. EFRAG-GRI 2024 (efrag.org) harmoniza datapoints.

Aplicação em 6 Setores Industriais Brasileiros

Mineração: Vale, CSN, Anglo American, BHP e Hydro Alunorte aplicam GRI 14 Mining 2024 — barragens, fechamento, comunidades, legado Mariana/Brumadinho. Celulose: Suzano, Klabin, Bracell, Eldorado e Veracel combinam Universal Standards com IFM (Improved Forest Management) e FSC (Forest Stewardship Council). Alimentos & Bebidas: Ambev, JBS, Marfrig, BRF, Cargill e Bunge aplicam GRI 13 com foco em desmatamento e rastreabilidade — articulando-se com TNFD. Financeiro: Itaú, Bradesco, Santander, Caixa, B3 e Sicredi reportam Scope 3 financiado via PCAF (Partnership for Carbon Accounting Financials). Químico/Farma/Cosmético: Natura, Boticário, Avon e Eurofarma articulam GRI com B Corp e SMETA (Sedex Members Ethical Trade Audit). Siderurgia: Vale, Gerdau, CSN, Usiminas e ArcelorMittal preparam GRI 11+SDA Steel.

Processo de Reporte GRI: 5 Etapas

Etapa 1 — Materialidade. Análise de dupla materialidade via GRI 3 envolvendo stakeholders internos e externos por meio de entrevistas, surveys, painéis multistakeholder e benchmark setorial. O resultado é uma matriz de tópicos materiais que orienta toda a coleta de dados subsequente. Etapa 2 — Disclosure tópico-específico. Para cada tópico material a empresa seleciona Topic Standards (GRI 200/300/400) somados ao Sector Standard aplicável e mapeia evidência documental, indicador quantitativo, política e governança. Etapa 3 — Verificação. Auditoria third-party reasonable assurance via ISO 14064-3 (Greenhouse Gases Verification) ou ISAE 3000 (International Standard on Assurance Engagements) por DNV, Bureau Veritas, EY, KPMG, PwC, SGS ou TÜV Rheinland — assurance limited é aceita no início do ciclo, reasonable é exigida pelo CSRD UE 2025-2026. Etapa 4 — Publicação. Sustainability report anual registrado no GRI Sustainability Disclosure Database e linkado no website corporativo, com publicação em até 6 meses após o fechamento do exercício. Etapa 5 — Monitoramento. Atualização anual de KPIs e revisão de materialidade a cada três anos ou em evento gatilho — fusão, aquisição, mudança de matriz ou crise reputacional.

Operadores e Consultorias GRI no Brasil

O ecossistema BR é maduro. Verificadores third-party: DNV, Bureau Veritas, TÜV Rheinland, SGS e ABS. Big Four para integração ESG-financeiro: EY, PwC, KPMG e Deloitte. Consultorias técnicas: ERM, Pöyry, IPG, Way Carbon e Carbono Brazil. Suporte multistakeholder: CEBDS, ICLEI Brasil e Pacto Global Brasil. Software ESG: SoftExpert, Senior, TOTVS, SAP, Oracle e Quallirisk para gestão de datapoints, evidências e painéis. GRI Certified Training Partners emitem o GRI Certified Sustainability Professional. Articulação com Climate Action 100 eleva exigência de qualidade.

Custos do Reporte GRI

Faixa de investimento varia conforme porte. Verificação third-party reasonable assurance custa entre R$ 35 mil (PME single-site) e R$ 280 mil (multinacional 30+ unidades) ao ano — escopo, sites, profundidade e nível de assurance (limited vs reasonable) são os drivers. Treinamento interno e externo — GRI Certified Sustainability Professional, coletores de dados e workshops de materialidade — situa-se entre R$ 18 mil e R$ 65 mil ao ano. Software ESG dedicado (SoftExpert, Senior, TOTVS módulo ESG, SAP Sustainability Control Tower) varia entre R$ 22 mil e R$ 95 mil ao ano. Total típico para indústria média BR: R$ 75 mil a R$ 440 mil ao ano. Investimento é amortizado pelos benefícios do próximo bloco — e por reaproveitamento de dados em CSRD ESRS, IFRS S2, CDP, SBTi, EcoVadis, B Corp e SMETA, evitando duplicação de coleta.

Benefícios Documentados: Talento, Capital, Mercado, Supply Chain, Regulatório

Reportadores GRI veteranos colhem cinco vantagens. Talento: sustainability report robusto atrai millennials e Gen Z com 70% premium em retenção. Capital: sustainability-linked loans (SLL) precificados em média 8 bps abaixo de empréstimos tradicionais; green bonds 6 bps quando atrelados a metas GRI verificadas. Mercado: consumidores premium UE e EUA pagam mais por marcas com disclosure transparente. Supply chain: Apple, Microsoft, Walmart, Nestlé e Unilever exigem GRI report ou equivalente — critério eliminatório em RFPs B2B globais. Regulatório: GRI funciona como base para CSRD, IFRS S2 (CVM 193/2023), Anti-Greenwashing Directive UE 2024 e SEC Climate Disclosure 2024, reduzindo risco e custo de conformidade.

Protocolo Seven Resíduos: 5 Etapas Para o Lado de Resíduos do GRI

Etapa 1 — Baseline. Gap analysis dos disclosures GRI 306-1 a 306-5 e GRI 305-1 a 305-7, fragilidades nos dados de tonelagem, classificação NBR 10.004 e auditoria de cadeia. Etapa 2 — Plano. Corrective Action Plan (CAP) cruzado com IFRS S2, ESRS E5+E2+E1, SBTi-validated, CDP A list, EcoVadis e SMETA. Etapa 3 — Implementação. Sourcing de destinador certificado, cadeia de custódia rastreável, manifestos MTR/MDF-e e treinamento operacional. Etapa 4 — Publicação. Dados verificáveis no sustainability report e disclosure no GRI Sustainability Disclosure Database. Etapa 5 — Monitoramento. KPIs mensais e revalidação anual. Seven é gestora de resíduos industriais; coordena o lado de resíduos do GRI 306+305, não substitui consultoria EY ou KPMG no relatório integrado.

Caso Real: Siderúrgica BR Capital Aberto, GRI Baseline 2023 → GRI 11 Mining+Steel 2026

Siderúrgica BR capital aberto Novo Mercado iniciou ciclo GRI baseline 2023 com Universal Standards 2021 (GRI 1+2+3) e 14 tópicos materiais provisórios. Janela de 18-24 meses combinou reforma de políticas, procedimentos, treinamentos, vigilância médica, anti-corrupção, supply chain engagement, nature targets e just transition. Em 2026 a empresa apresenta sustainability report com GRI 1+2+3, Sector Standards GRI 11 Oil and Gas e Steel emergente, Topic Standards 200+300+400 com 22 tópicos materiais, IFRS S2 (CVM 193/2023), ESRS E1+E2+E3+E5+G1 da CSRD, SBTi-validated near-term 2030 (1.5°C), CDP A list, EcoVadis Gold, B Corp pendente e SMETA 4-Pillar. Verificação reasonable assurance via ISO 14064-3+ISAE 3000. Seven Resíduos contribuiu via sourcing de destinador certificado para GRI 306-4+GRI 305+ESRS E5+E2+E1+IFRS S2.

FAQ — Perguntas Frequentes

GRI Standards é obrigatório no Brasil?

Não. GRI é voluntário e multistakeholder. Porém, ESRS via CSRD e IFRS S2 via CVM 193/2023 são obrigatórios e usam datapoints harmonizados com GRI desde memorando EFRAG-GRI 2024. Reportar GRI prepara a empresa para os marcos regulatórios obrigatórios da CSRD e ISSB.

Qual a diferença entre GRI 306 versão 2020 e versão anterior 2016?

A versão 2020 introduziu lógica circular. Antes só reportava-se tonelagem total. Agora obriga GRI 306-1 Inputs (mapeamento de materiais), 306-2 Management (governança), 306-3 Generated (toneladas), 306-4 Diverted from Disposal (desvio circular) e 306-5 Directed to Disposal (descarte final), conectando resíduos a ciclo de vida.

Quanto tempo leva para implementar GRI report do zero?

Entre 12 e 24 meses. Materialidade dupla via GRI 3 leva 4-6 meses. Coleta de dados, treinamento, integração de sistemas e governança consomem 6-12 meses. Verificação third-party reasonable assurance via ISO 14064-3+ISAE 3000 leva 2-4 meses adicionais. Empresa madura em ESG reduz prazo para 9 meses.

GRI substitui ESRS, IFRS S2, CDP ou SBTi?

Não. GRI é amplo e multistakeholder; cada outro framework tem foco específico. ESRS é regulatório UE, IFRS S2 é financeiro investidor, CDP é rating climate+water+forests, SBTi valida metas. Empresa madura combina os cinco — GRI fornece a espinha dorsal de disclosure ampla.

Seven faz consultoria GRI completa?

Não. Seven é gestora de resíduos industriais. Coordena o lado de resíduos do GRI 306+305 (sourcing de destinador certificado, manifestos, dados verificáveis). Para o relatório integrado completo a empresa contrata EY, KPMG, PwC, Deloitte, ERM ou Way Carbon. Seven entrega evidência primária de qualidade auditável.

Conclusão: Próximo Passo Para Indústrias Que Reportam GRI

Reportar GRI Standards Universal 2021+Sector+Topic é o ponto de partida do ciclo ESG sério no Brasil — 700+ empresas brasileiras já o fazem, e o framework conecta-se diretamente a CSRD, IFRS S2 (CVM 193/2023), CDP, SBTi, EcoVadis e B Corp. A documentação oficial está em globalreporting.org, ifrs.org/sustainability, cdp.net e sciencebasedtargets.org. O lado de resíduos — GRI 306-1 a 306-5 e GRI 305 — exige sourcing de destinador certificado com cadeia de custódia rastreável e dados verificáveis em ISAE 3000. A Seven Resíduos atende sevenresiduos.com.br e atua como gestora de resíduos industriais para indústrias que reportam GRI no Brasil. Solicite avaliação de gap analysis GRI 306+305 e CAP integrado com IFRS S2+ESRS E5+E2+E1.

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